Agora a primeira semana passou, passou devagar mas passou. As coisas estão estranhas - logicamente eu não esperava o contrário - as idéias mudando, os planos também... A fechadura da porta do quarto é uma brecha para sair esse ar daqui de dentro. Não sinto dor, não sinto alegria, não sinto tristeza, não sinto fome, não sinto sede... Não sinto. Só me sinto anestesiada, de tudo e de todos, pela primeira vez na minha vida isso ocorre e em tal situação.
Preciso me colocar no lugar das pessoas - mas por completo - e mudar certas atitudes que eu tenho. Sei que não sou a pessoa mais fácil do mundo de lidar, mas eu posso fazer valer a pena... Mas não mais, não agora, não nesse exato momento, tudo tem sido uma grande anestesia, e eu não sinto nada, o nada que é branco e me deixa cinza. Quero as coisas como elas devem ser... E isso o tempo irá dizer. Como alguém diria "C'est la vie".
Sim, eu cantando, não esperem muito disso.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
O entregador
Bom, esse post começará um tanto estranho, aliás, já está começando... Isso é porque não é a Luiza de Oliveira que está postando. Infelizmente – ou não – não revelarei meu nome, mas poderão me chamar de “O entregador”. Como alguns sabem, nossa (minha) querida Luiza decidiu sumir... Sem definir tempo. E eu provavelmente serei de certa forma a única fonte de informações dela sobre\para o mundo. Responderei o necessário e o possível. Antes que eu esqueça, os textos que irei postar serão escritos por ela mesma, eu apenas divulgarei aqui. Agradeço a atenção, agora o texto.AS CORES
Desaparecer... Isso soa mais agradável quando escuto o vento que insiste em cantar ao bater na persiana da janela desse lugar. É um canto macio com puxadas bruscas, que leva meu pensamento, tira de mim o barulho e o silêncio, esquece de mim assim como lembra, odeia e ama, vira e desvira, apaga e reescreve. Reescreve cada vez mais torto mesmo estando bonito, arranca os pedaços da página e devora-as.
Quero o nada... Quando procuro o nada, vejo como o preto, porém é branco de luz forte – confuso, eu sei – muito forte. Digo, o preto é ausência de cores, deveria ser meu nada, mas não... Até mesmo meu nada tem alguma coisa. Esse branco de luz forte, tudo ao redor é assim, e não é como se não existisse gravidade, apenas não existe direção. E quando saio do meu corpo, vejo que o nada é imenso, quanto mais me afasto do meu corpo, menos vejo onde estou. É o nada sem fim. Se eu volto ao corpo, fico cega por tanta claridade.
Virei cinza... Agora que sou cinza – vamos lá, não é branco ou preto – sou cinza... Não sou ausência das cores como o preto e também não sou todas as cores como o branco. E o que eu sou? Um metal gelado e brilhoso que fala como os antigos, e ama intensamente: o preto, o branco e o cinza.
sábado, 21 de novembro de 2009
Capítulo I - Parágrafo 5
Não tenho qualquer obsessão com o lado místico que possa existir do cosmos, ao menos acredito que não tenho, mas gosto dessa coisa que chamam de essência e energia das pessoas, porque é sim uma coisa que dá para ser sentida, e existem sim energias positivas e negativas, essa polaridade Ying Yang, o Chi, energia de tudo. Gosto de acreditar nisso, pois muita coisa pode ser evitada assim, existem lugares, pessoas, que passam negatividade, que parecem oprimir sentimentos bons, com si próprio, com o próximo, ou o ambiente ao redor. É complicado dizer essas coisas, porque muita gente acha bobeira, mas na verdade não é assim, as coisas se bem observadas e\ou analisadas, podem ser sentidas... Da mesma forma que quando alguém diz que te ama você pode sentir se é real ou não. O ponto é que: atualmente muitas pessoas querem ver as coisas para acreditar, ao invés de sentirem, e isso é tão frustrante. Porque, veja bem, quando há o sentimento, as coisas se tornam tão mais práticas, são poucas as pessoas que conseguem realmente entender isso. É claro que nisso tem que envolver a lógica, porque as probabilidades de coisas\sentimentos ruins ou boas ocorrerem são 50% cada. Fato é que o as pessoas precisam de mais sentimentos. Chega ser engraçado, comecei a escrever sem saber o que, sem saber por onde, e acabei parando em “Ying Yang”.Isso é parte de algo que estou escrevendo, o texto ainda está em andamento, postei uma parte só, pois não sei quando irei terminar e\ou postar tudo.
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